A perseguição do desamparo.

Atualizado: Fev 3

Texto escrito por João Faria - ESCRITA MEDITATIVA

Estou num vazio, já não sei mais o que fazer. Estou imerso em algo desconhecido. Algo que me retirou tudo o que eu achava que tinha. Caí novamente na minha própria enrascada, a criação da mente. A sensação de frustração é gritante.

Quero entrar num padrão conhecido, mas já não posso mais. Estou aprisionado entre dois mundos onde nasceu mais um mundo completamente novo sem informação prévia. Grito por dentro, mas a sensação que se me apresenta é desamparo. Pelo menos, essa sensação já é conhecida. Mas a pergunta é: se é desamparo, estou desconectado de mim mesmo, por que motivo? Continuo a estar onde sempre estive. Quero pedir ajuda, mas todas as minhas possibilidades podem conduzir-me à dependência, desencadeando futuramente mais frustração, mesmo que caminhe um pouquinho.

Sei que o percurso é longo, mas quantas vezes vou cair no desamparo? Uma sensação que me persegue, uma sensação que gira em torno de mim. Eu sei que esta manifestação é a parte mais ilusória da minha fértil criação. Até quando vou insistir nessa personagem sugadora das minhas próprias energias?

O conhecimento racional leva-me ao desespero e, muitas vezes, a lado algum. Cada vez mais tenho a certeza de que ser intelectual não nos conduz a nada. De que vale entender as coisas superficiais sem poder entender as nossas próprias ações e padrões vibracionais? Vã é a pessoa que se vangloria de ser intelectual e vive recriando as suas dores sem entender o porquê do ciclo se repetir e por que motivo não consegue modificá-lo.

Já há algum tempo que estou em prospeção para procurar respostas dentro de mim, e acabo de perceber que dei voltas para chegar mais perto do que desconfiava, do que já sabia, ou melhor, de que nada sabia.

Realmente, não sei onde tal reflexão me vai guiar. De quantas vidas vou precisar para cair neste mesmo buraco? Desconheço. Quantas vezes vou precisar de criar dor em mim e no outro? Só sei que estou cansado desse lugar, fartei-me de colocar toda a minha energia nesse papel cretino que me sujeito a interpretar.

O que sei é que quero acabar com essa ilusão que me desgasta a vários níveis. Eu só peço entendimento, mas chega de ser, ver e sentir esse padrão; peço que me seja facultado o entendimento necessário para abrandar as sensações e trazer harmonia à minha mente e corpo. Que as minhas células entendam que é completamente aceitável possuir conhecimento e lembrança do passado para acalmar as minhas reações.

Entendendo que o meu corpo já não precise de lutar, para que possa baixar as suas armas, pois de nada vale a luta. Rogo para que a harmonia possa vir de dentro para fora para que o verdadeiro amor floresça em vários sentidos.

João Faria

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